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24-09-2015 14:09
A falta de consciência coletiva
Por Talles Barretos

Confesso que me entristeço cada vez que cidadão entra em meu gabinete e me solicita interferência política ou apoio financeiro para fins distantes do interesse público. A situação é recorrente e vem se acentuando ao longo dos anos em que sou deputado estadual.
Eleito democraticamente, sou representante do povo e por ele trabalho incansavelmente. Mas não posso atender pedidos que atropelem o interesse da coletividade. E a verdade é essa: a sociedade, preocupada cada vez mais com méritos privados, vem se esquecendo e degradando o sentido do que é público.
Esse quadro de alvíssaras desprovidas de princípios éticos nos convoca a refletir sobre corrupção e nos mostra que o problema no Brasil vai muito além dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A semente do egocentrismo nasce no berço social. É alarmante, mas necessário compreendermos que a corrupção não se restringe à relação com o Estado, mas está incrustada em boa parte da sociedade.
Gosto muito de uma frase do ex-presidente norte-americano John Fitzgerald Kennedy, que disse: “Não pergunte o que seu país pode fazer por você, mas sim o que você pode fazer pelo seu país”. Essa citação nos obriga a questionar o que fazemos por nossa comunidade, por nossa sociedade, conquanto nos preocupamos apenas conosco. Falta ao povo brasileiro uma cultura mais republicana.
Salvo exceções, é comum ouvirmos relatos também de outros gestores do Legislativo e do Executivo, colegas deputados, prefeitos, vereadores, que lidam cotidianamente com cidadãos interessados apenas em causas pessoais, em empregos para familiares, em destinação de recursos públicos para eventos sem relevância social, em antecipação de vagas para cirurgias em hospitais públicos, em patrocínio para festas de formatura, e por aí vai.
Já me cansei, por exemplo, de ser convidado para ser padrinho de formaturas, depois ser desconvidado por informar que não arcaria com custos da festa dos formandos. É nessa hora que me pergunto: como podem essas pessoas, interessadas em se beneficiar do dinheiro público, acusar toda a classe política de ser corrupta? Que me desculpem a sinceridade, mas isso é atestado de hipocrisia.
A distinção entre o público e o privado deveria ser inerente à consciência coletiva do brasileiro, esse mesmo povo que deveria também ter claro em sua mente que política se faz antes, durante e depois das eleições. É um estado perene de comprometimento social. Mas o Brasil não tem uma postura ética estável e por aqui nos acostumamos a lidar com pequenas corrupções diárias.
Precisamos mudar essa falta de princípios éticos e morais e incentivar mudanças profundas no comportamento das pessoas. Precisamos instaurar na sociedade o conceito de cidadania e a prática da responsabilidade social. E a única forma que enxergo para alcançar esse objetivo é começando a se discutir política nas escolas e universidades. É a única chance de nos livrarmos do ranço do jeitinho brasileiro.
Sou um entusiasta do povo brasileiro e da democracia. Por isso mesmo precisamos resgatar nossa responsabilidade social coletiva. Ela deve direcionar nosso senso crítico a atuar como elemento fundamental para a conquista e manutenção do equilíbrio social.

- Talles Barreto é deputado estadual e presidente da Comissão de Constituição, Justiça e Redação da Assembleia Legislativa.
- Transcrito do Jornal O POPULAR e autorizado pelo autor.

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