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14-04-2015 22:04
GO-132: o fim de linha está por um fio de asfalto
Por Euclides Oliveira

Há quase dez anos, em setembro de 2005, deixei minha terra natal (Jundiaí-SP) para morar e trabalhar como jornalista no interior de Goiás, mais precisamente no Jornal Diário do Norte. Quando cheguei em Goiânia, logo recebi minha primeira incumbência do editor-geral do DN, Rui Sabóia: seguir 520 quilômetros adiante até Minaçu, Norte do Estado, onde fui repórter-residente até abril de 2006. Porém, não demorou muito para que eu entendesse o significado da expressão "aqui é fim de linha": Depois de Minaçu, por asfalto, não se chegava a lugar algum. Para sair de Minaçu, ou se pegava estrada de chão (para Palmeirópolis-TO/Cavalcante/Colinas do Sul) ou se voltava para trás, por asfalto, 60 quilômetros acima, pela GO-241, até Campinaçu. Em outubro de 2005 - quando ainda morava em Minaçu - estive em Niquelândia pela primeira vez, para uma reportagem. Senti a dureza da história do "fim de linha": uma viagem de ônibus, por seis horas, rodando 310 quilômetros desde Minaçu, sendo 130 quilômetros até Santa Tereza de Goiás; outros 100 até Uruaçu (pela perigosa BR-153) e mais 90 até Niquelândia. No trecho de volta, o mesmo drama. Ainda em 2006, morei algum tempo em Porangatu e respirei mais aliviado sobre deslocamento pelas rodovias de Goiás já que, por ali, não conheci nenhum "fim de linha". De Porangatu, mudei em definitivo para Niquelândia, sempre pelo DN, novamente cercado pelo "fim de linha": a BR-414 sai de Anápolis e "morre" em Niquelândia (há dez anos, ainda faltavam 55 quilômetros de asfalto na região de Cocalzinho/Dois Irmãos); e a GO-237 sai de Uruaçu e "morre" em Niquelândia. 
Eis que surge, na minha vida, a pacata cidade de Colinas do Sul, um belo lugarejo encravado entre o "fim de linha 1" (Minaçu) e pelo "fim de linha 2 (Niquelândia). As primeiras viagens até Colinas do Sul, ainda no final de 2006, foram sofridas: muita terra e lama em 60 quilômetros sem asfalto (do total de 90 quilômetros entre Niquelândia e Colinas). Um dia, para rever amigos que deixei em Minaçu, percorri 170 quilômetros - apenas 30 deles de asfalto - desde Niquelândia, passando por Colinas do Sul a partir da GO-132. Era tanta serra e morros íngremes que tive de pedir para meu amigo Carlos Faustino dirigir meu carro nos piores trechos, pela falta de experiência ao volante naquelas condições adversas. Também demorei seis horas, o mesmo tempo dos 310 quilômetros por asfalto. Tamanha dificuldade me fez ficar cinco anos sem pisar em Minaçu, desde 2010. Foi como se tivesse ficado em mim um certo trauma dessa viagem, de pensar no esquecimento dessas cidades do Norte de Goiás. 
Há pouco mais de dois anos, o Governo de Goiás anunciou a construção/pavimentação dos 88 quilômetros da GO-132, ao custo de R$ 156 milhões, no trecho Minaçu/Vila Borba/Colinas do Sul. Fiz várias reportagens sobre o assunto, mas faltava-me conhecer essa obra, de perto, para saber se o "fim da linha" estava perto do fim. Convidado para um almoço festivo em Campinaçu, peguei a GO-132 de Niquelândia até Colinas do Sul, onde ainda faltam 22 quilômetros de asfalto por fazer. Apesar disso, viagem tranquila e sem problemas. De Colinas do Sul, segui 32 quilômetros até o Distrito de Vila Borba e impressionei-me com a moderníssima GO-132 e o amplo trabalho de terraplanagem/asfaltamento que corrigiram as subidas íngremes do tempo que a estrada era só um "caminho". De Vila Borba até a divisa com Minaçu, ainda restam 30 quilômetros de estrada de "chão" com trechos bons e outros ainda nem tanto, mas dá para passar. Depois, é só alegria: os 30 quilômetros finais até Minaçu pela "futurista" GO-132. Mesmo ainda faltando 52 quilômetros de asfalto no total, fiz a viagem Niquelândia-Minaçu em apenas 2h45. A metade das seis horas que gastei há dez anos. É hora de agradecer ao Estado pela obra, mas ainda é tempo de pedir pela conclusão do trecho que falta: quem mora em Minaçu estará, definitivamente, livre da BR-153 e poderá percorrer 470 quilômetros até Goiânia "por dentro" passando por Colinas do Sul e Niquelândia, na direção de Anápolis. Quem mora em Niquelândia vai poder visitar mais vezes as belezas da Praia do Sol, em Minaçu. E quem mora em Colinas do Sul está diante da modernidade e de dias melhores, desenvolvimentistas, jamais vistos em sua história, pelo movimento futuro de passagem de minaçuenses e niquelandenses. Cheguei ao "fim de linha", mas ainda estamos por um fio de asfalto. Espero, apenas e tão somente, que o Governo de Goiás liquide definitivamente esse compromisso com nossa região.

- Euclides Oliveira é jornalista e repórter do Jornal Diário do Norte em Niquelândia desde 2006. (Esta publicação tem a devida autorização do autor do texto).

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