MENU
PERFIL
FOTOS E FATOS
BREVES E QUENTES
FORA DA ÁREA
OPINIÃO TOTAL
BEM NA FOTO
BOLA CHEIA
BOLA MURCHA
EVENTOS
GIRO GERAL
NEGÓCIO DA HORA
OCORRÊNCIAS
INTERNACIONAIS
ESPORTE
DIVULGAÇÕES
EXPEDIENTE
CLASSIFICADOS
JORNAL FOLHA POPULAR
EDITORIAL
 
COLUNAS
ESPAÇO ESPÍRITA
ESPAÇO EVANGÉLICO
PAI DA MATÉRIA
POR DENTRO DA MODA
SORRISO EM PAUTA
DIREITO & CIDADANIA
ESPAÇO CATÓLICO
ESPAÇO RURAL
 
Enquete
Enquete

Nas últimas QUATRO gestões em Uruaçu, quem teve melhor início (nos primeiros quatro meses)?

Marisa
Lourencinho
Solange
Valmir Pedro

    Votar

    Parcial

Resultado das Enquetes


 

Untitled Document

 
ESPAÇO CATÓLICO
Pe. Franciel L. da Silva
01-03-2016 16:03:43
O centro da quaresma é o Coração misericordioso de Jesus Cristo

          Com a celebração da quarta-feira de cinzas, se deu início em toda a Igreja ao tempo quaresmal, marcado pelo convite insistente do Senhor à conversão e à penitência (Mc 1,15). As cinzas, recebidas na fronte por nós católicos, fazem-nos lembrar que “somos pó e ao pó retornaremos” (Gn 3,19). Durante este tempo, a Igreja é ornada pela cor roxa, os sinos são silenciados e as flores retiradas do culto litúrgico, pois o ambiente celebrativo torna-se mais simples e mais sóbrio, tendo em vista a celebração futura da Ressurreição do Senhor. Jesus, autor e consumador de nossa fé (Hb 12, 2), continua vivo em nosso meio, atuante em nossas comunidades, mas somos convidados a mergulhar no mistério da sua Paixão, a vivermos intensamente Sua entrega de Amor na Cruz, a experimentarmos a graça da Sua misericórdia que jorra do Seu lado aberto (Jo 19, 34).
          Ainda que a quaresma seja marcada por sinais externos e internos de penitência, este não é um tempo fúnebre, de luto, de tristeza e amargor em nossos corações. Na verdade, não existe tempo na Igreja onde tristeza e luto são fomentados, pois em todos e quaisquer momentos “a alegria do Senhor será a nossa força” (Ne 8,10); o Apóstolo Paulo nos orienta de forma imperativa:“alegrai-vos sempre” (1Ts5,16). Estar perto de Jesus Cristo, o qual é a graça mais sublime desta quaresma, causa em nós uma alegria inexprimível. A quaresma é tempo de uma alegre esperança que fecunda o coração do cristão, pois nunca este tempo é vivido por ele mesmo, fechado em si mesmo, mas é um tempo forte de preparação para a celebração do mistério mais importante da vida de todo cristão: a Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo. A luz da ressurreição do Senhor perpassa todos os dias quaresmais, inclusive a sexta-feira da paixão; os raios da Ressurreição brotam das chagas do Crucificado, pois a morte não tem poder sobre Ele (Rm 6,9). O nosso olhar para a cruz do Senhor já nos faz antever que o sepulcro está vazio (Mt 28, 5-7), que a paz do Ressuscitado já consola os nossos corações aflitos (Jo 20, 19.21), que suas palavras já aquecem e fazem arder os nossos corações desolados pela dor do calvário (Lc 24, 32).
          Quaresma é, na sua essência, tempo de encontro com a misericórdia de Deus, de sentir-se acolhido nos braços do Pai, momento de se reconhecer simples criatura pecadora dependente de Deus, mas profundamente amada e esperada pelo Pai das misericórdias que nunca se cansa de perdoar (Lc 15, 11-32). A Igreja nos propõe, em sua pedagogia quaresmal, a tomada de consciência gradativa da nossa condição humana decaída (Sl 50, 7), marcada pelo pecado das origens (Rm 5, 18-19), pela concupiscência, pela fraqueza que nos leva a cometer o mal que não desejamos praticar (Rm 7, 19)... Porém, tomar consciência do pecado é apenas o início de nosso caminho para Deus; o coração do nosso encontro com Cristo, onde nos deparamos com aquilo que é insubstituível em nossa caminhada de fé, é fazermos a experiência de Sua Infinita Misericórdia, pois, como afirma o Papa Francisco “Ele é o rosto da misericórdia do Pai”.
          Jesus Cristo, de forma mais eminente nesta quaresma, revela para nós o amor de Deus pelo pecador, pela ovelha transviada, pelo doente de alma abatida e chagada pelo pecado, por todos aqueles que perderam o sentido de viver, por aqueles que desviaram de Sua Santa Igreja, enfim, por aqueles e por aquelas que desejam fazer o caminho de volta para casa (Igreja). Não tenhais medo! O Pai das misericórdias, o Deus de toda consolação (2Cor 1, 3), deseja colocar em cada um de nós “anel no dedo, sandália nos pés e uma nova túnica” restituindo nossa dignidade de filhos de Deus. Onde o pecado foi grande, muito maior continua sendo a Sua graça (Rm 5,20).

Pe. Franciel L. da Silva
Reitor do Seminário Diocesano São José / Uruaçu-GO

Histórico
  » 12-01-2017 16:01:39 - No horizonte da fé façamos o caminho da Virgem Maria
  » 10-11-2016 11:11:47 - “Deus ofereceu ao Brasil a sua própria mãe” Papa Francisco
  » 01-03-2016 16:03:43 - O centro da quaresma é o Coração misericordioso de Jesus Cristo
  » 25-01-2016 13:01:11 - O que nos leva a celebrar a memória dos santos?
  » 12-10-2015 15:10:04 - Conhecer, seguir e transmitir Jesus Cristo ao mundo inteiro
  » 10-08-2015 12:08:24 - Muquém, terra santa onde se proclama a beatitude de Nossa Senhora
  » 06-05-2015 21:05:37 - Marcas do individualismo que desafiam o homem pós-moderno
veja o histórico completo
  Untitled Document
 Publicidade
 
Google




Untitled Document

© mottafilho.com.br - todos os direitos resevados
Contatos: mottafilho.103@uol.com.br e contato@mottafilho.com.br
(62) 8539-4249 / 8145-2937